As guardas do jiu jitsu

Jiu Jitsu brasileiro é luta de defesa pessoal. Como disse certa vez um professor, “uso o jiu pra livrar minha cara”. Assim, para mim, um lutador de jiu jitsu tem que entender de guarda. Não precisa ser guardeiro (aquele que gosta mais de lutar colocando guarda) mas tem que saber usar a guarda para se defender. Do contrario, tá pebado.

Existem inúmeras guardas e variações, e a cada dia surgem novas pois o jiu jitsu é muito dinâmico. Com base no glossário de guardas de Stephen Kesting e nos livros de Ken Primola, e com vários vídeos do YouTube pra ilustrar, vou falar de varias dessas guardas.

Stephen Kesting divide as guardas em 3 tipos: (1) guardas fechadas, (2) meias guardas e (3) guardas abertas.

Guarda fechada é aquela em que você cruza seus pés por cima da cintura do oponente. Meia guarda é aquela que você cruza seus pés em apenas 1 das pernas do oponente. E guarda aberta é aquela em que não há cruzamente de pés, se joga com as pernas abertas. A partir disso, fica melhor entender a variedade de guardas.

Começando pelas fechadas, temos:

Guarda Fechada Básica: é a posição mais comum do jiu jitsu. Um dos lutadores fica com as costas no chão cruzando os pés por cima da cintura do adversário. É uma posição muito forte de controle do oponente e é possível até relaxar. Talvez seja a posição com maior possibilidades de finalizações. Mas é preciso ter muito cuidado para usá-la como defesa pessoal ou numa luta de vale tudo, nesses casos, é fundamental manter o pescoço do adversário colado.

guarda fechada jiu jitsu

Guarda Alta: Alguns chamam de guarda escalada, você vai escalar o oponente com sua guarda, de modo que uma de suas pernas passe por cima de um dos ombros do adversário. É uma posição que favorece bastante as raspagens, o triangulo e a omoplata.

Oss

Livros que li em 2012

Vida – keith richards
Anderson Silva
Carlos gracie
A ira de nasi
Jiu Jitsu on the brain
Jiu Jitsu jack
O livro dos livros perdidos
Zen jiu jitsu
O poder dos quietos
Design for how people learn
Pervasive Information architecture

Roda viva

Domingo dei uma aula. Me preparei durante meses pra essa aula. Li, pesquisei e estudei bastante. Fiz a melhor aula que acreditava estar fazendo. Aconteceu tudo de forma contrária, a turma não entendeu o que eu queria. Enfim, bola pra frente. Na terça, hoje, meu esforço em outra área foi reconhecido. Ganhei 1 grau na minha faixa branca de jiu-jitsu. A vida é mesmo uma roda viva.

Veraneio é a antítese do Carnaval no Inferno

Venho escutando bastante o disco mais recente da banda olindense Eddie, que eu comecei a escutar nos shows do Rock na Praça, naquela famosa praça da maconha em Bairro Novo, lá nos idos de 1996, se não me engano. Eddie mudou bastante tanto em formação quanto em sonoridade. Cada disco é uma nova coisa mas você pega o fio de meada. Existe toda uma pernambucanidade no trabalho da Eddie e isso é que faz a banda ser querida.

Antes do Veraneio, Eddie atacou com o Carnaval no Inferno. Um álbum carregado desde o início. Os títulos das faixas mostram que o clima ali presente era mesmo infernal, mostrando até certa desilusão: me diga o que não foi legal, desequilíbrio, dessa vez foi demais, nada de novo, quase não sobra nada, eu to cansado dessa merda. O disco é muito bom, mas sei lá, de alguma forma não é o espírito daquela Eddie. E o som também, com exceção da já clássica O Baile Betinha, pesado.

Chega então Veraneio, que está para download no próprio site da banda. E Eddie trouxe o mesmo clima de Original Olinda Style. Um disco sobretudo leve. Músicas como Ela vai dançar, O Parque de diversões, Veraneio, Você que ir frevar, trazem o clima de Veraneio, passar o dia na beira da praia pensando em nada e de noite ir tomar vinho na praça de Itamaracá ou da cidade onde se estiver curtindo o veraneio. Em termos de som temos um pouco de tudo, de frevo a reggae e até um flerte com o eletrônico.

Depois de sair do inferno, Eddie volta para o sol na beira da praia.