Veraneio é a antítese do Carnaval no Inferno
Venho escutando bastante o disco mais recente da banda olindense Eddie, que eu comecei a escutar nos shows do Rock na Praça, naquela famosa praça da maconha em Bairro Novo, lá nos idos de 1996, se não me engano. Eddie mudou bastante tanto em formação quanto em sonoridade. Cada disco é uma nova coisa mas você pega o fio de meada. Existe toda uma pernambucanidade no trabalho da Eddie e isso é que faz a banda ser querida.
Antes do Veraneio, Eddie atacou com o Carnaval no Inferno. Um álbum carregado desde o início. Os títulos das faixas mostram que o clima ali presente era mesmo infernal, mostrando até certa desilusão: me diga o que não foi legal, desequilíbrio, dessa vez foi demais, nada de novo, quase não sobra nada, eu to cansado dessa merda. O disco é muito bom, mas sei lá, de alguma forma não é o espírito daquela Eddie. E o som também, com exceção da já clássica O Baile Betinha, pesado.
Chega então Veraneio, que está para download no próprio site da banda. E Eddie trouxe o mesmo clima de Original Olinda Style. Um disco sobretudo leve. Músicas como Ela vai dançar, O Parque de diversões, Veraneio, Você que ir frevar, trazem o clima de Veraneio, passar o dia na beira da praia pensando em nada e de noite ir tomar vinho na praça de Itamaracá ou da cidade onde se estiver curtindo o veraneio. Em termos de som temos um pouco de tudo, de frevo a reggae e até um flerte com o eletrônico.
Depois de sair do inferno, Eddie volta para o sol na beira da praia.
O nome do disco que os pernambucanos lançaram Sábado, 3 de dezembro, no Studio RJ , não podia cair em melhor momento. Eu que cheguei dois minutos tarde, quando entrei no salão triangular do Studio, o Veraneio já tinha começado, justamente com a música que da nome ao disco. O bom de ser fotógrafa é que pode atravessar sem culpa a platéia inteira até chegar na frente do palco. A câmera, a estatura e o sorriso abrem meu caminho até ficar “servida a brisa do mar”, como diz a letra do Trummer, vocalista da banda e criador de oito das onze faixas do novo álbum.
Venho escutando bastante o disco mais recente da banda olindense Eddie , que eu comecei a escutar nos shows do Rock na Praça, naquela famosa praça da maconha em Bairro Novo, lá nos idos de 1996, se não me engano. Eddie mudou bastante tanto em formação quanto em sonoridade. Cada disco é uma nova coisa mas você pega o fio de meada. Existe toda uma pernambucanidade no trabalho da Eddie e isso é que faz a banda ser querida.